Úlcera venosa

Úlcera venosa: causas, tratamento e como evitar que volte

A úlcera venosa é um dos tipos mais comuns de ferida crônica nas pernas, principalmente em pessoas mais velhas ou que passam longos períodos em pé ou sentadas. Diferente de um machucado comum, ela tende a ser recorrente — por isso entender a causa é tão importante quanto tratar a ferida em si.

O que causa a úlcera venosa

As veias das pernas têm válvulas que ajudam o sangue a subir de volta ao coração, contra a gravidade. Quando essas válvulas não funcionam bem — uma condição chamada insuficiência venosa crônica — o sangue se acumula nas pernas, aumentando a pressão nos vasos menores e na pele. Com o tempo, isso danifica o tecido e pode formar uma ferida aberta, geralmente perto do tornozelo.

Sinais de alerta antes da ferida aparecer

  • Inchaço nas pernas, principalmente ao final do dia.
  • Sensação de peso ou cansaço nas pernas.
  • Pele mais escura ou endurecida perto do tornozelo.
  • Veias varicosas visíveis.

Reconhecer esses sinais e buscar avaliação antes da ferida se formar pode evitar meses de tratamento depois.

Como é o tratamento

O tratamento da úlcera venosa costuma envolver alguns pilares:

  • Terapia de compressão: uso de meias ou faixas compressivas para melhorar o retorno do sangue.
  • Curativos especializados: que ajudam a manter o ambiente ideal para a cicatrização.
  • Controle da causa de base: tratamento da insuficiência venosa, incluindo, em alguns casos, procedimentos específicos.
  • Oxigenoterapia hiperbárica, em casos que não respondem ao tratamento convencional, para aumentar a oxigenação do tecido e favorecer a cicatrização.

Por que ela costuma voltar: se a causa de base (a insuficiência venosa) não for tratada, a ferida pode fechar e reabrir depois. Por isso o acompanhamento contínuo é tão importante quanto o tratamento da ferida ativa.

Quando buscar ajuda especializada

Se a ferida não mostra melhora depois de algumas semanas de cuidado, ou se ela já voltou mais de uma vez, vale a pena buscar uma avaliação mais aprofundada — inclusive para verificar se a oxigenoterapia hiperbárica pode ajudar no seu caso.

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