Pé diabético

Pé diabético: por que algumas feridas não cicatrizam e o que fazer

Se você ou alguém da sua família tem diabetes, provavelmente já ouviu falar sobre o cuidado especial que os pés exigem. Isso não é exagero: uma ferida simples no pé, em uma pessoa com diabetes, pode evoluir de forma muito diferente de uma ferida comum — e entender o porquê ajuda a agir a tempo.

Por que o diabetes dificulta a cicatrização

O diabetes, quando não bem controlado, afeta dois sistemas fundamentais para a cicatrização:

  • Circulação sanguínea: o excesso de glicose no sangue, ao longo do tempo, pode danificar os vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue (e oxigênio) até os tecidos das extremidades, como os pés.
  • Sensibilidade (neuropatia): muitos diabéticos desenvolvem perda de sensibilidade nos pés, o que significa que um machucado pode passar despercebido por dias — dando tempo para a ferida piorar antes de ser notada.

Some a isso um sistema imunológico mais vulnerável a infecções, e temos o cenário ideal para uma ferida simples se tornar um problema sério.

Sinais de que a ferida precisa de atenção especializada

  • Não mostra sinais de melhora após 2 a 4 semanas de cuidado básico.
  • Apresenta secreção, mau odor ou vermelhidão que se espalha.
  • Vem acompanhada de febre ou mal-estar.
  • A pele ao redor está escurecida ou muito fria ao toque.

Não espere "ver se melhora sozinha". Feridas em pé diabético evoluem de forma diferente das feridas comuns — o tempo de espera pode custar caro. Quanto antes houver avaliação especializada, melhores as chances de um desfecho tranquilo.

O papel da oxigenoterapia hiperbárica

Em casos de pé diabético que não respondem ao tratamento convencional, a oxigenoterapia hiperbárica (OHB) pode ser indicada como parte do plano terapêutico. Ela aumenta a quantidade de oxigênio que chega aos tecidos lesionados, favorecendo a cicatrização mesmo em áreas com circulação comprometida.

Saiba mais sobre como funciona a OHB →

O que fazer agora

Se você identifica algum dos sinais acima, o próximo passo é buscar avaliação especializada — não esperar para ver se "resolve sozinho". Fale com a gente e vamos te orientar sobre o melhor caminho.

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